A FARSA POR TRÁS DA MOTIVAÇÃO
O capítulo 11 do livro do Gênesis traz um relato conhecido por todos nós.
Os homens decidiram edificar “uma torre cujo topo chegasse até aos céus”!
Quem há de questionar tão nobre objetivo?
Não poderíamos se não tivéssemos no mesmo verso, a intenção revelada: “tornemos célebre o nosso nome!"
Confesso que minha percepção acerca de Deus e da Vida, tem se refinado com o passar dos anos, e isso ocorre de forma diretamente proporcional ao meu esfriamento e distanciamento das denominações ditas cristãs.
Decidi que não posso permitir que coisa alguma, sejam tradições, hábitos religiosos ou denominações se interponham entre eu e Deus.
Desde minha conversão, passei a perceber que a religião ao invés de aproximar os seres humanos de Deus e uns dos outros, promove exatamente o contrário: aí estão as guerras, intolerância, disputas e divisões para comprovar o que afirmo.
Quando penso no drama que vivi para sair da religião católica, e em busca de um contato íntimo com Deus buscá-lo pelos meandros das religiões evangélicas, e minha passagem pela Assembléia de Deus para então realizar minha militância no Evangelho posteriormente sob a bandeira da Batista Vale de Bênção, consolidei a inabalável convicção que os próprios deveres religiosos foram maculados pelas paixões humanas.
Sinto maior angústia – aliás, duvido que possa ficar maior – quando vejo todos os dias, novas denominações surgindo, sob justificativas insustentáveis!
São pouquíssimas as que surgiram no cenário histórico tendo como causa um propósito ou direção divina: a grande maioria (é só pesquisar) surgiu e surgem pela fraqueza do cristianismo e não pela força dele.
Como tudo mais na vida, sempre encontram “seus motivos” para justificar e mascarar a causa íntima que leva ao surgimento desses novos grupos.
Na raiz se encontra o orgulho, traição, ignorância, desamor ou simplesmente “$” cifras e desejo de promover seu nome.
Foi assim com a primeira “Babel” e continuará a ser com as denominações (“babelzinhas”) que aparecem todos os dias pelas ruas de nossas cidades, aumentando a confusão na cabeça do povo e demonstrando que o tal cristianismo que professamos, é de discurso e de conveniência.
Os sociólogos estão ai fazendo avaliações pessimistas sobre a frenada no crescimento das Igrejas Evangélicas.
E não é para menos! Cada nova porta dessas que se abrem, são mais corações que se fecham, porque fica claro para quem tem um mínimo de bom-senso, que existe alguma coisa dissimulada por trás das alegações.
Influência, dinheiro e poder: o mesmo espírito que motivou Babel, e produzirá cada vez mais desentendimentos e confusão, nos dias finais quando mais necessitamos de luz, muita luz.
Uma tristeza!
A única perene e inequívoca alegria nossa, repousa na convicção de que Deus continua a ter o controle da história.
Darckson Lira.
Grande abraço!
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Pr Darckson LiraPreletor e Conferencista Internacional |








